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Seguro de vida, segure o medo!

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Seguro de vida, segure o medo!

O medo é uma coisa estranha.

Condiciona a nossa vida, fazendo-nos evitar alterar rotinas.

O medo está sempre presente desde que nascemos até à idade adulta. Faz parte da vida.

O medo do desconhecido, o medo de sofrer, o medo de ficar sozinho, o medo de errar, o medo de morrer…tal como um vírus, ajusta-se e desafia-nos; vai-se alterando e refinando.

Só não tem medo quem não sai da zona de conforto, quem não corre qualquer risco. Só não tem medo quem não vive e se deixa marinar nos dias.

Todavia, o medo é também uma defesa, uma proteção, por isso, para gerir esta dicotomia nada melhor do que ter uma segurança.

Ter alguém que lhe dê a mão.

Não deixe que os seus medos o limitem; que o impeçam de ir mais longe.

O seguro existe para isso mesmo.

Existe para permitir que viva com a confiança de que tudo vai correr bem porque está protegido.

O seguro de vida por exemplo é sempre uma opção para que não tenha que passar os dias com a sensação de ter o peso do mundo nos seus ombros, viver os dias preocupado e de peito pesado.

Seguro de Vida: o que é?

O seguro de vida é, como o próprio nome indica, uma garantia para a proteção financeira da sua familia e/ou pessoas que dependem de si no caso de lhes faltar.

Garante a cobertura do risco de morte ou, em alternativa, de sobrevivência da pessoa segura.

No caso da morte desta, a seguradora concorda em pagar um determinado capital acordado aos beneficiários.

Já no segundo caso, no de sobrevivência, a seguradora paga um determinado montante à pessoa segura se esta se mantiver viva aquando do final do contrato.

Existem ainda modalidades mistas que abrangem estas duas situações.

Importa também referir que este tipo de seguro pode ser complementado com outras coberturas, como – por exemplo – situações de invalidez ou desemprego.

Saber como funciona o seguro de vida é, pois, essencial.

Assegurar a vida é uma decisão que pode afetar positivamente a segurança económica do agregado familiar. Em caso de morte de um membro da família, o rendimento do agregado pode diminuir substancialmente, o que diminui consideravelmente o bem-estar económico daqueles que lhe sobrevivem.

Também uma grande longevidade por parte do idoso pode acarretar custos acrescidos para o mesmo e assim, ao fazer o seguro de sobrevivência, pode acabar por mitigá-los.

Para que melhor possa perceber como funciona o seguro de vida, respondemos a algumas questões em relação ao mesmo.
É obrigado a fazer um seguro de vida no crédito à habitação na mesma instituição?

Não. Se aquando da contratação de um crédito à habitação lhe disserem que é obrigado a fazer um seguro de vida nessa mesma instituição, não acredite.

Os bancos devem, antes de celebrar o contrato, comunicar a eventual obrigatoriedade de fazer um seguro de vida, porém, o cliente tem a liberdade de poder escolher em que instituição o faz.

Não são apenas os bancos que oferecem seguros de vida específicos para o crédito à habitação.

Pode contratá-lo junto a uma seguradora.

Como funciona o seguro de vida se o quiser transferir para outra instituição?

Como vimos acima, um cliente que contrate um seguro de vida associado a um crédito à habitação, tem a liberdade de poder escolhê-lo noutra seguradora. O mesmo pode acontecer com a sua transferência.

Pode transferir este seguro, desde que a instituição para onde muda mantenha os requisitos assumidos no contrato com o banco.

Note que ao fazer este tipo de seguro, existe sempre no contrato a chamada “cláusula beneficiária” na qual o banco onde contrai o crédito à habitação é apontado como o beneficiário irrevogável.

Desta forma, em caso de morte da pessoa segura, e se, se der a impossibilidade desta pagar a casa, o banco recebe sempre o valor em falta, através do seguro.

E já sabe: só analisando o mercado e comparando as diferentes soluções pode conseguir encontrar um seguro de vida que se adeque à sua situação.
O banco pode obrigá-lo a manter o seguro?

seguro de vida barato
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Este mito prende-se com o de cima.

A instituição bancária não pode obrigá-lo a manter um seguro de vida com o qual não esteja satisfeito.

Ao cliente cabe o direito de escolher outro seguro com melhores condições desde que este não viole os requisitos pré-acordados com o banco onde tem o crédito à habitação.

Como funciona o seguro de vida? Só em caso de morte?

A ideia generalizada é que – no seguro de vida – só existe a modalidade em que o mesmo é acionado em caso de morte da pessoa segura.

Sim, é  verdade que existe este tipo de seguro, em que os familiares sobreviventes (beneficiários) recebem um determinado montante em caso de morte do tomador do seguro ou pessoa segura.

Contudo, existem outros tipos de seguros de vida para além deste.

Este é acionado em caso de sobrevivência do tomador do seguro.

Assim, caso a pessoa esteja viva no final do contrato receberá um determinado montante, tal como acordado com a seguradora.

Aqui, o próprio tomador de seguro pode ser o beneficiário e não necessariamente terceiros.

Esta modalidade funciona como um instrumento de poupança.

Como é o seguro calculado?

De acordo com a idade. A maioria das seguradoras faz restrições a pessoas com mais de 65 anos, sendo que algumas impõem limitações a partir dos 60 anos para a contratação da primeira apólice.

No caso de renovação, há ligeira tolerância para o avanço da idade do segurado. 
 
Quem posso eu escolher para ser beneficiário? 

Na verdade, pode escolher livremente as pessoas que quer nomear como beneficiários.

A substituição deles por outros também poderá ser feita quantas vezes quiser. 
 
O que acontece se não houver indicação?

Na falta de indicação de beneficiários, metade do capital segurado será pago ao cônjuge não separado judicialmente e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem de vocação hereditária.

Uma exceção é o seguro de vida contratado como garantia de pagamento de dívidas, como, por exemplo, um financiamento imobiliário ou um empréstimo pessoal.

Qual a diferença entre o seguro de vida e o seguro de acidentes pessoais?

O seguro de vida garante indemnização para morte natural ou acidental, enquanto a cobertura de acidentes pessoais, como o nome indica, é válida somente para o caso de falecimento por acidente.

Isso faz com que ambos também difiram em relação ao valor.

Como o primeiro tem uma cobertura mais ampla, o custo será maior comparado ao de acidentes pessoais.

Ambos também diferem em relação ao cálculo do prémio (preço pago pelo consumidor para ter direito ao seguro).
 
Em suma: o seguro de vida está, para uma boa parte dos portugueses, intimamente ligado ao crédito à habitação.

Ou, se preferir, normalmente quem tem um seguro desse género, tem-no porque a grande maioria dos empréstimos para habitação obrigam, por parte das entidades bancárias, à contratação de um seguro de vida como garantia do empréstimo do imóvel.

A razão é simples: em caso de falecimento ou invalidez de um dos titulares, a dívida é liquidada sem se realizar a hipoteca.

No entanto, a sua contratação pode também estar relacionada com uma necessidade de proteção e prevenção, concretamente a de garantir a segurança do património financeiro da família (especialmente se tiver filhos) em caso de morte.

Coberturas do seguro de vida

Os seguros de vida mais amplos contemplam as coberturas de morte e Invalidez Total e Permanente (ITP).

Normalmente estão cobertas as indemnizações por doença ou acidente que resulte numa incapacidade total e permanente para executar a profissão habitual ou qualquer outra (remunerada) compatível com as aptidões e as valências do indivíduo.

O grau de incapacidade deve ser superior a 65% e implica a apresentação de um certificado médico com as causas da mesma, bem como um relatório da atividade profissional exercida no momento do sinistro.

No entanto, estas coberturas podem também agravar o prémio do seguro.

As apólices mais simples apenas abrangem a Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD), que é declarada quando alguém, por doença ou acidente, fica totalmente incapacitado para realizar qualquer atividade e depende da assistência de uma terceira pessoa para as tarefas diárias.

As principais exclusões constantes, habitualmente, nos seguros de vida são a morte ou invalidez por:
• Suicídio (nos primeiros um ou dois anos do contrato);
• Consumo de álcool ou estupefacientes;
• Participação em atos criminosos;
• Acidentes de aviação não comercial e em competições desportivas de velocidade;
• Terrorismo ou guerra;
• Catástrofes da natureza.

Razões para assegurar a vida

A principal razão é a prevenção.

Prevenir, economicamente, as consequências da morte (o capital do seguro pode compensar a ausência desse rendimento) ou da sobrevivência numa determinada idade que possa implicar custos (incomportáveis), para o idoso e/ou seus familiares, de forma a garantir os cuidados necessários (esses cuidados são transferidos ou partilhados com a seguradora).

Outra razão é a imposição de uma entidade bancária como garantia, por exemplo, de um crédito à habitação ou uma poupança.

Perguntas a fazer antes de celebrar um contrato de seguro de vida:
a) Quais as características e definição de cada cobertura?
b) Qual é o valor do prémio relativo a cada cobertura?
c) Como é calculada e paga a participação nos resultados?
d) Qual o rendimento mínimo garantido, taxa de juro mínima garantida e respetiva duração?
e) Quais os valores de resgate, de redução e penalizações?
f) Quais os encargos e calendarização da cobrança?
g) Qual o regime fiscal e benefícios fiscais existentes?

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